raios solares na terraExistem três tipos de raios invisíveis emitidos pelo Sol e que incidem na atmosfera do Planeta Terra: UVA, UVB e UVC.

Os raios UVC são os mais perigosos, porém, são filtrados na camada de ozônio antes de entrarem em contato com a superfície terrestre.

Os raios UVA são caracterizados por estarem presentes em maior parte no espectro de radiação e na chegada à superfície terrestre. São mais longos e penetram profundamente na pele. São intensos durante todo o ano e causam manchas, envelhecimento cutâneo pela alteração das fibras de colágeno e elastina, foto alergia e a longo prazo, rugas, flacidez e câncer de pele pelo efeito acumulativo dos raios.

Os raios UVB são mais intensos que os UVA, mas são pouco longos e são parcialmente absorvidos pela camada de ozônio, atingindo a pele superficialmente. Durante o verão, em altas atitudes e em regiões próximas à linha do Equador, como o caso do Brasil, possuem maior intensidade. Causam vermelhidão, queimaduras e predisposição ao câncer de pele.

Contrariando algumas ideias, o alcance de raios ultravioleta ocorre inclusive em dias nublados e de pouca luminosidade. Eles refletem em superfícies pintadas de branco, concreto, areia, asfalto, neve e água. Portanto, muito cuidado com a exposição indireta em locais que possuam essas superfícies e jamais esqueça de proteger a sua pele. A temperatura baixa, ventos fortes e dias cobertos por nuvens dão uma maior sensação de frescor, mas não diminuem os efeitos da radiação solar.

A exposição da pele aos raios solares garante a absorção de cálcio pelo organismo, fortalecendo os ossos. Portanto, o contato com a radiação solar não deve ser evitado, mas sim moderado.

A sensação de “sol quente” não precisa ser sentida para ocorrer lesões na pele. Primeiramente porque o calor do sol é proveniente dos raios infravermelhos e não da radiação ultravioleta, como erroneamente se pensa. Ou seja, se queimar em dias frios é bem comum, por isso, nesses dias você também precisa de proteção solar.

A maior parte dos vidros bloqueia o UVB, mas não o UVA. Desta forma, o risco de queimaduras diminui mas não evita o risco de lesões que o UVA causa.

Medição dos raios UV

Na cidade de São Paulo, no bairro da vila Madalena, foi criado um painel eletrônico que lê facilmente e com excelente velocidade, a incidência dos raios ultravioleta na região. Por meio de um instrumento chamado Ozon-in, o índice de radiação é medido, atualizado em tempo real e aparece automaticamente em um display eletrônico como uma placa afixada na parede.

raios UVAExiste uma escala definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que interpreta os níveis de radiação solar. São eles:

  • 0 a 2 - baixa radiação
  • 3 a 5 - moderado
  • 6 a 7 - alto
  • 8 a 10 - muito alto
  • 11 a 14 - extremo

Quando ocorre uma comprovação nítida desses dados e a acessibilidade a essa “codificação” é maior por parte do público, justamente pela leitura facilitada, há mais conscientização sobre os males da exposição indevida ao sol.